A velhice eterna


Sou o voo livre de um belo passarinho
Sou o soar de um vento, sou vapor
Sou a chuva que cai nas extremidades
Sou um Bentivi um Beija-Flor
Sou a luz que me mentem
Sou um olhar doce de criança
Sou a voz tremula maltratada
Sou a sorte de uma esperança
Sou o Sol nascente
Sou a iluminação do dia
Sou a força de um ciclone
Sou a madrugada fria
Sou um conto do nordeste
Sou o calor do Sertão
Sou cabra da peste
Sou um aceno de mão
Sou a velhice eterna
Envelheço ou não envelheço?
Sou coragem e atitude
Perco tudo nessa vida
mas não perco a juventude
Paulo Lima

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