Extinta-mente / Paulo Lima

(Paulo Lima- Poeta jacobinense)



Entre os vales e bosques me prendo.
Nas cachoeiras, águas para me alimentar,
Na terra animais ferozes
No mato, o canto do Sabiá.
Na carência das matas maltratadas
Desfruto de todo um valor,
Colhendo dos frutos aqui plantando 
Cultivando somente flor.
Entre a mata se acolhe a melancolia 
Entre os gritos, os bichos e seu rancor,
São as vidas pedindo ajuda 
É a extinção do nosso amor.
Vou observando a água sendo consumida 
Olhando os animais sem o que beber,
Vejo na mata a penúria 
Vejo a floresta padecer.
As aves que aqui cantavam
Cantam um canto, que esbanja a dor,
E o mato clama, pede clemencia 
Ao meu senhor.
E os homens, sem compaixão 
Matam vorazmente, os inocentes,
Sem nem saber, os indigentes 
Que os animais tão maltratados, defende a gente.
Os coitados dos animais 
Morrem alegremente,
Eles morrem, mas não revidam 
Extinta-mente!
E não trocam nem pela vida, 
O juízo deles pelo da gente.




Comentários

  1. Excelente texto Paulo! Só mesmo na poesia reencontramos a beleza da natureza que o homem destrói.

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    Respostas
    1. Olá Cris, bem vinda ao meu blog, e volte sempre que poder!
      Você tem razão, somente nos poemas e textos podemos reencontrar a beleza que já foi perdida de algo ou alguém. Esse tipo de texto, é a característica do escritor/poeta verdadeiro, porque o poeta comum vai a procura de um cotidiano vivido, mas o poeta real sai a procura do que tem de verdade por trás da aparecia. E é isso que eu procuro fazer, escrever a verdade por trás de uma cultura mascarada, mesmo não tendo uma escrita maravilhosa. Espero de coração que tenha gostado do blog, um abraço!

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