Paulo Lima - Liberte-se




Dona maria, de pele courada
Vislumbra comigo a bela alvorada?
Na noite mais rara e bem iluminada
Tu és mulher do vento, tu és encantada.

Dona Maria, mulher desastrada,
Te quero bem perto, posso te fazer amada?
Descobrir os caminhos de uma longa estrada.
Deita em meus braços na noite ilustrada.

Maria de vida curta, Maria de longa,
Conta comigo, pega em meu poema uma ponga.
Liberte-se de uma vida tão simples
Voando nas asas da bela Araponga.

Maria de olhos bem fundos e antigos,
Seja pura e me envenene com todo seu castigo,
Se joga, me empolga e faz tudo o quiser
Mas não se priva de estar sempre comigo.

Maria de lenço na cabeça,
Sua historia, sua labuta me esclareça,
Vire poesia, seja cordel.


Me ame e me tenha, só não me deseja.

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