Paulo Lima - Sinhá Margarida



Ai que saudade que tenho
Da terra querida do meu coração.
Que saudade arretada que arde e que mata do velho Sertão...

Saudade daquela varanda querida.
Que saudade sofrida!
Do encanto ao lagrimejar em um canto da sinhá Margarida.

Da janela cantava ao olhar para nada,
era a moça mais linda e querida de onde eu morava.
Na varanda eu sentava a escutar sua bela voz ,
E ao ouvir dava graças a nossa senhora pela riqueza deixada pra nós.

Todos os dias as cinco da tarde na varanda eu ficava,
só olhando a maior beleza da natureza enquanto cantava.
De vez em nunca, ela o olho na varanda corria,
Encantado por tanta beleza eu à namorava.

Ah sinhazinha, querida, minha flor perdida,
Te amo demais!
Saudade da terra e da beleza de Margarida, que não voltam mais.

Paulo Lima

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