Paulo Lima - Carcará


Carcará de muitas magoas
Marque bem a minha cara.
Yates, barcos e canoas
Que de flutuar não para.

Carcará de meio vento
Escute bem a minha voz
Já tremula, baixa e rouca.
Crava as unhas finas em minha garganta
Cala logo a minha boca.

Carcará de classe fina
Acaba com essa herança, habitada no covil
Dos ladrões da nossa terra
Comandada pela elite do Brasil.

Carcará não corra dentro
Faça do justo a justiça e do podre o pecador.
Cante fino e surradeiro
Para o pobre brasileiro, não padecer de dor.

Carcará como se mata?
Qualquer morte a mim é justa, do quê assistir esse covil.
Canta léguas de lamento
Pois, os tempos coloniais, ainda é firme no Brasil.


Paulo Lima

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