Paulo Lima - O poema da minha vida


Não, eu não sou louco.
Sou criador de histórias!
Faço da língua portuguesa trabalho e diversão.
E que honra é usa-la para fantasiar a verdade.
Brinco de imaginar situações e as enfeito sempre de amor e realidade.
Sou eu a própria história, brinco com o dito e o não dito.
Faço das entrelinhas as escapatórias, da força o grito.
Sou aquele que conhece os segredos mais escondidos por trás da verdade.
Que conhece a aflição no rosto e reconhece cada partícula de calamidade.
Louco? As vezes, quem sabe...
Pois são os loucos capazes de dizer a verdade.
Louco então, podem me chamar assim, eu não ligo!
Mas que em minhas loucuras transbordem verdade do início ao fim.
Que as rimas de cada verso, de cada estrofe faça jus a mim.
Pode ser que eu faça da minha vida uma loucura, ou poemas.
Ou faça dela moldura e cole diferente celos e emblemas.
Ou pode ser que eu a escreva fazendo rascunhos, livrando-me de defeitos e problemas.
Nessa condição possa ser que eu já tenha feito meu poema por penitência,
E que mais tarde venha sofrer deles efeitos e evidências.
Mas que a minha vida seja sempre poema, e que seja refeito todo dia um final,
Até que seja minha a sentença, até que seja meu o plano celestial.

Paulo Lima

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