Paulo Lima - Caetana


Um anjo lindo sussurrou em meu ouvido:
-"A mais bonita em teus braços afagarás".
Não era um sonho, pois dormindo não estava.
Déjà vu também não, e de longe nem passava.
Eu não sabia se corria, se tremia ou se só escutava.
-"Ela virá como um presente, mas irá embora de repente". Dizia ele.
Mas se fosse coisa boa, vinha e ficava, como em filmes acontece.
Mas que anjo fajuto, já não fazem mais anjos que preze.
Mas como ele disse, me apareceu uma moça linda,
Tão linda, que sorria arco-iris,
Tão singela quanto a mulher de Osíris.
Ela dissertava tão amargamente que chegava a ser uma beleza,
Só escrevia trevas, mas de amor transbordava riqueza.
Seus cabelos mais pareciam fios de ouro, uma graça divina
Seus olhos eram azuis como o mar ou pura água cristalina.
Caetana, era o nome dela.
Escrevia poemas, cartas de amor e até musica eu fazia para ela.
Só sorria quando ela me abraçava,
Eu era feliz apenas, quando com ela eu me deitava.
Caetana era valente, seus olhos de azuis logo virava larva fervente,
E por onde ela passava ninguém dava um grito de contente.
Acordei um dia e ela não estava,
E na madrugada sombria de um sonho, eu despertava.
Em sonho que por muito anseio, me idolatrava


Mas foi no colo da morte que em sonho eu me deitava.

Paulo Lima

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